Escolha a sua lingua!

Mostrando postagens com marcador Poemas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poemas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Pensamento do mangá da semana...

Postado por Paula Roberta às 09:58 0 comentários
Vim postar uma frase do Mangá Naruto 511.
Para quem não sabe, na maioria dos mangás do Naruto, há um poema ou alguma frase no começo e a do mangá 511 é essa:

terça-feira, 14 de setembro de 2010

José Saramago

Postado por Paula Roberta às 09:45 0 comentários
José de Sousa Saramago (Azinhaga, Golegã, 16 de Novembro de 1922 — Tías, Lanzarote, 18 de Junho de 2010) foi um escritor, argumentista, jornalista, dramaturgo, contista, romancista e poeta português.
Foi galardoado com o Nobel de Literatura de 1998. Também ganhou o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa. Saramago foi considerado o responsável pelo efectivo reconhecimento internacional da prosa em língua portuguesa.
O seu livro Ensaio Sobre a Cegueira foi adaptado para o cinema e lançado em 2008, produzido no Japão, Brasil e Canadá, dirigido por Fernando Meirelles (realizador de O Fiel Jardineiro e Cidade de Deus). Em 2010 o realizador português António Ferreira adapta um conto retirado do livro Objecto Quase, conto esse que viria dar nome ao filme Embargo, uma produção portuguesa em co-produção com o Brasil e Espanha.
Nasceu no distrito de Santarém, na província geográfica do Ribatejo, no dia 16 de Novembro, embora o registo oficial apresente o dia 18 como o do seu nascimento. Saramago, conhecido pelo seu ateísmo e iberismo, foi membro do Partido Comunista Português e foi director-adjunto do Diário de Notícias. Juntamente com Luiz Francisco Rebello, Armindo Magalhães, Manuel da Fonseca e Urbano Tavares Rodrigues foi, em 1992, um dos fundadores da Frente Nacional para a Defesa da Cultura (FNDC). Casado, em segundas núpcias, com a espanhola Pilar del Río, Saramago viveu na ilha espanhola de Lanzarote, nas Ilhas Canárias.

 Poemas e Poesias
"Há coisas que nunca se poderão explicar por palavras"
"Os bons e os maus resultados dos nossos ditos e obras vão-se distribuindo, supõe-se que de uma maneira bastante uniforme e equilibrada, por todos os dias do futuro, incluindo aqueles, infindáveis, em que já cá não estaremos para poder comprová-lo, para congratularmo-nos ou para pedir perdão, aliás, há quem diga que é isto a imortalidade de que tanto se fala."
"Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é so um dia mais."
"Para temperamentos nostálgicos, em geral quebradiços, pouco flexíveis, viver sozinho é um duríssimo castigo"
"Há situações na vida em que já tanto nos dá perder por dez como perder por cem, o que queremos é conhecer rapidamente a última soma do desastre, para depois, se tal for possível não voltarmos a pensar mais no assunto"

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Ian Bismarck

Postado por Paula Roberta às 10:56 1 comentários

Dados Biográficos:

Ian Bismarck é natural do município de Vargem Alta, no Estado do Espírito Santo. É letrista e poeta.


Poesias

PALAVRAS DO CORAÇÃO

As palavras que eu tenho para lhe dizer
São simplesmente: eu sou louco por você
Eu já fiz de tudo para tirar você de mim
Mas parece que esse amor não vai ter fim

Então deixe esse amor acontecer
porque eu nunca vou parar de lhe querer
então deixe esse amor rolar
porque eu nunca vou parar de lhe amar...

 
PASSOS MARCADOS

O caminho escolhido é contigo
Os passos marcados são os meus e os teus
Estava escrito nas estrelas e não se pode mudar
A força que vem e faz a gente se amar

Só contigo que eu entendi
Que posso correr, mas não posso fugir
Só contigo que eu pude notar
Que nós existimos para nos completar.

 
FICO AQUI

Fico aqui só pensando em ti
Como acreditar que te perdi?
Olho para as estrelas
procurando uma explicação
mas vejo que sou apenas um
tentando ganhar o teu coração

Eu quero acordar, mas não consigo
porque não estou sonhando
Eu tento fingir para todos
que não estou te amando, sofrendo sem ti
mas não sei como falar,
porque vejo que com outro feliz estás.

domingo, 12 de setembro de 2010

Hanor Franklin dos Santos

Postado por Paula Roberta às 18:15 0 comentários
Hanor Franklin dos Santos
Dados Biográficos:

Hanor Franklin Silva dos Santos é poeta, ocupa a cadeira n. 22 da Academia Jovem Espírito-santense de Letras, a AJEL, cujo patrono é Alarico de Freitas. É membro correspondente da Academia Cachoeirense de Letras - ACL


Poesias
DESORDEM

Não sei se é possível entender,
Tudo o queé feito não adianta de nada,
Só nos faz enfurecer.
Nosso povo tão mesquinho e barato,
Todos sonhos que fizemos no passado,
Minha justiça que não se parece com a tua,
E o que sabíamos aprendemos errado.

Gritaram a nosso favor,
Mas em nosso favor não há grito,
Nos deram o que pedíamos,
Mas o que pedíamos não foi muito.
Nos fazem de tolos, nossa tolice condena o futuro,
Nosso futuro que não mais existe,
Nosso presente que se resumem uma elite.

Não há trabalho, mas sede em fazer,
Não há justiça, pois só querem os que se vêem perder,
Lutar!? Não se vê...
Lutar... Nós iremos perder.
Justiça!? Perguntaram: - Para quê?
Justiça, não há como ter...
Trabalho...(imploramos)... não queremos sofrer.

Até quando?!
Sonhar com o futuro e esquecer o passado.
Até quando?!
Fazer o presente e fazer tudo errado.
Até quando?!
A fala eloqüente e os punhos cerrados
O nosso descaso por um amor condenado.

Escravos, juramos não ser.
Escravos!
Correntes pra quê?

 
ESTOU TRISTE

Estou Triste!
Existe Verso Mais Intenso E Completo Que Este?
Acho Que não...
Queria Um Beijo...Um Abraço Se não For Muito.
Que Tal Mundo?
Posso!?
Só Um Beijo Terno...
Se Possível Que Seja Também Sincero...
Um Abraço Apertado...
Um Sussurro Ao Fim De Um Toque...
Estou Aqui, Me Enxergam???
Não!???
Estou Pulando No Meio Da Multidão
Tentando Dizer:
"Sou Especial, Diferente...Sou Apaixonante...Às Vezes Intrigante"
"Hei! Que tal!!!?
Rídiculo...!?
Quer Saber?!
Não Sou Ridículo, Quero Viver,
Estou Dando O Máximo De Mim,
Faço Minha Parte Para Que Não Haja Fim,
Mas Que O Começo, Esse Fim, Se Renove E Me Torne Capaz.
Sim, Sei Que Se Não Aprendi O Suficiente Essa Dor É Inevitável,
Sei Também De Todos Os Provérbios Sobre A Dor,
Sou Um Aprendiz Dela,
Engraçado... Ela Mesma Ensinou-Me.
Trata De Não Deixar Lição Para O Futuro,
Traz Todas Agora, E Me Empenho Em Aprender.
E Em Verdade Vos Digo:
"Não Sei Se É Empenho Ou Esforço Natural, O que Sei É Que Me
Consome Por Dentro, Me Destruirá Ou Edificará Em Um Espaço Curto
De Tempo".

Gabriella Zane Rocha Marques

Postado por Paula Roberta às 18:14 0 comentários
Gabriella Zane Rocha Marques

Poesias

UMA BONECA E UM LIVRO

Uma boneca toda bonita
Com lacinho e uma varinha de condão.
Na verdade ela era um fada
Que eu imaginei com meu coração.

Ela adora ler...
Romance, aventura, terror.
Ela tudo lia
Até a casa do horror.

Um dia, o livro virou realidade.
Ela, como uma princesa se viu
Junto com sua fadinha.
Mas nada a fada tinha de boazinha.

Numa torre, ficou presa.
Esperando seu príncipe a resgatar.
Mas ela estava ficando doida
Pois, nos seus sonhos, ela só estava a te esperar.

Então, ela decidiu
Iria voltar à realidade
E sua varinha de condão encontrou
E a realidade voltou.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Fabiana Valentina Napoli

Postado por Paula Roberta às 17:59 4 comentários
Fabiana Valentina Napoli
Dados Biográficos:

Fabiana Valentina Napoli professora da Escola Passionista. Poetisa.

Poesias
AMOR

Eu queria transformar
Cada minuto com você
Em poesia pura, sol, montanhas e mar
E como se o Poeta
Estivesse aqui presente
E de repente me chamasse pra sonhar.

Sonhar o amor, viver o amor
Como se tem vivido
È proibido à noite o dia amanhecer
E pra esquecer os desafetos
que porventura nos procurem
Jure que este amor é pra valer.

Por que é verdade não é metade
É sempre o tempo inteiro
Eu devo admitir
Que é paixão
E isso é difícil, é muito raro
Feito amizade, feito perdão
Mas prefiro e te declaro

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Evie Medice B. Capeline

Postado por Paula Roberta às 14:08 1 comentários
 Letra E!

Evie Medice B. Capeline
Dados Biográficos:

Em 1995, a Escola São Judas Tadeu, Vila Velha/ES, publicou o livro “PORTA ABERTA VI”, 1a. edição, uma Seleção de Textos e Poesias de seus Alunos. A coordenação da obra foi de Carlos Roberto da Silva Rosa, Diretor da Escola. O prefácio do livro foi feito por Jonas Braz Murari, Coordenador do Colegiado do Curso de Letras – Português. A Comissão encarregada de julgar os trabalhos contou com Artelírio Bolsanello, Elida Maria Fiorot Costalonga, Jonas Braz Murari, Luis Ricciard, Maria das Graças Neves, Marilena Vellozo Soneghet Bergmann, Roberto Jenkins de Lemos, Tânia Cristina Vargas Canabarro, Valsema Rodrigues da Costa e Wanda Maria Bernardi Camargo. Hoje, em pleno ano de 2007, estes alunos já terão seguido caminhos muito diferentes...serão arquitetos, médicos, professores, dentistas... será que continuaram a “poetar”? Não sabemos. Contudo, queremos aqui, ao colocar seus poemas em nosso site, congratularmo-nos com a Escola São Judas Tadeu pelo incentivo dado à poesia, uma das mais belas artes que o ser humano criou. PARABÉNS aos idealizadores e realizadores do Concurso. E que continuem a fazer outros e mais outros. Quem sabe de uma idéia desta surge um ótimo poeta/poetisa? É o que desejamos.


Poesias
ETERNAMENTE VOCÊ

Quando me disseram que você partiu,
a natureza chorou por mim.
Queria que esse dia não chegasse,
para não ver de perto como foi seu fim.
Você partiu não sei para onde,
tenho certeza que Papai do Céu chamou.
Mas se existisse Papai do Céu de fato,
ao lado dele a colocou.
A tempos eu deixei de ser criança,
infelizmente o destino quis assim.
Sei que um dia em outra vida vou te encontrar.
E pedir para te fazer feliz.
Não tenho coração de pedra,
Deus não me deu o dom de chorar assim,
sofri, sofri calada.
A natureza fez com jeito esse papel por mim.
 

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Demétria Panagiotis Kremmida

Postado por Paula Roberta às 16:14 0 comentários
 Estou na letra D, aí vai uma conscientização:

Demétria Panagiotis Kremmida
Dados Biográficos:

Em 1994, o Colégio Sagrado Coração de Maria publicou “Fragmentos de Mim”, com uma “Seleção de Poemas Produzidos Nas Séries de Segundo Grau” . O lançamento deste livro foi vinculado à IV Semana da Cultura do Colégio, realizada em outubro de 1994. Um grupo de professores fez a seleção dos manuscritos, sob a coordenação e revisão de Francisco Amalio Grijó e Helena Sato Yamate. O prefácio foi escrito pela nossa saudosa cronista Márzia Figueira. Hoje, em pleno 2007, estes alunos já terão seguido caminhos muito diferentes...serão arquitetos, médicos, professores, dentistas... será que continuaram a “poetar”? Não sabemos. Contudo, queremos aqui, ao colocar seus poemas em nosso site, congratularmo-nos com o Colégio Sagrado Coração de Maria pelo incentivo dado à poesia, uma das mais belas artes que o ser humano criou.. PARABÉNS aos idealizadores e realizadores do Concurso. E que continuem a fazer outros e mais outros. Quem sabe de uma idéia desta surge um ótimo poeta/poetisa? É o que desejamos. 



Poesias

BRASIL

País abençoado por Deus!
Onde tudo o que se planta dá
Que fauna! que flora!
...Espere um pouco!
Que fauna? que flora?
Cadê? Onde estão que já não as vejo?
Estão extintas? Por que?
Se não nos conscientizarmos,
Não vai existir mais nada
Nem mesmo um pássaro para apreciar.
Nem mesmo uma flor para dar e agradar!
É isso o que queremos?
Vamos pensar e boas atitudes tomar!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Carlos Drummond de Andrade

Postado por Paula Roberta às 08:41 0 comentários
 Esse é bem mais famoso que os outros dois, né?!

Carlos Drummond de Andrade

Nascido e criado na cidade mineira de Itabira, Carlos Drummond de Andrade levaria por toda a sua vida, como um de seus mais recorrentes temas, a saudade da infância. Precisou deixar para trás sua cidade natal ao partir para estudar em Friburgo e Belo Horizonte.

Formou-se em Farmácia, atendendo a insistência da família em graduar-se. Trabalha em Belo Horizonte como redator em jornais locais até mudar-se para o Rio de Janeiro, em 1934, para atuar como chefe de gabinete de Gustavo Capanema, então nomeado novo Ministro da Educação e Saúde Pública.

Em 1930, seu livro "Alguma Poesia" foi o marco da segunda fase do Modernismo brasileiro. O autor demonstrava grande amadurecimento e reafirmava sua distância dos tradicionalistas com o uso da linguagem coloquial, que já começava a ser aceita pelos leitores.

Drummond também falava sobre temas como o desajustamento do indivíduo, ou as preocupações sócio-políticas da época, como em “A Rosa do Povo” (1945). Apesar de serem temas fortes, ele conseguia encontrar leveza para manter sua escrita com humor e uma sóbria ironia.

Produzindo até o fim da vida, Carlos Drummond de Andrade deixou uma vasta obra. Quando faleceu, em agosto de 1987, já havia destacado seu nome na literatura mundial. Com seus mais de 80 anos, considerava-se um "sobrevivente", como destaca no poema "Declaração de juízo".
 
Poemas
 
CIDADEZINHA QUALQUER
1967 - JOSÉ & OUTROS

Casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar.

Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar ... as janelas olham.

Eta vida besta, meu Deus.
 
AMOR
1985 - AMAR SE APRENDE AMANDO


O ser busca o outro ser, e ao conhecê-lo
acha a razão de ser, já dividido.
São dois em um: amor, sublime selo
que à vida imprime cor, graça e sentido.

"Amor" - eu disse - e floriu uma rosa
embalsamando a tarde melodiosa
no canto mais oculto do jardim,
mas seu perfume não chegou a mim.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Bernardino da Costa Lopes

Postado por Paula Roberta às 16:28 0 comentários
B. LOPES
(1859-1916)


 Bernardino da Costa Lopes nasceu no arraial de Boa Esperança (Rio Bonito), Província do Rio de Janeiro. Casado, desorganizou sua vida por motivos de ordem sentimental e entregou-se ao álcool. Foi ri­dicularizado no fim da vida por conta de um soneto infeliz, de louvor ao marechal Hermes da Fonseca. 

PARAÍSO PERDIDO

Outro, não eu, que desespero, ao cabo
De, em pedrarias de arte e versos de ouro,
Ter dissipado todo o meu tesouro,
Como os florins e as jóias de um nababo;

Outro, não eu, que para o chão desabo
Esquecendo-te as culpas e o desdouro,
E a teus pés de marfim, como o rei mouro
Em torrentes de lágrimas acabo;

Outro conspurca-te a beleza augusta,
Cujo anseio de posse ainda me custa
Como um verme faminto andar de rastros.

E mais deploro este meu sonho falso
Ao recordar que andei no teu encalço
Pelo caminho rútilo dos astros!


ORGULHO

Este, que me sustém e que me eleva
Ao Pindo, leve como um grão de trigo,
E com a força viril do braço amigo
A um golpe irado me remiu da treva;

Este, que o sangue do meu brio ceva
E, fascinado, por desertos sigo,
Monstro de alma e razão, calma e perigo,
Que só pode cair sob os pés de Eva;

Este, que me sacode fibra a fibra
E a largos berros o meu nome vibra
Da garganta infernal na áspera tuba,

É, da selva do Dante, em que mergulho,
O meu fulvo, potente e ousado orgulho,
— Leão soberbo sacudindo a juba ...

domingo, 5 de setembro de 2010

Abner G. Jacobsen

Postado por Paula Roberta às 10:42 0 comentários
Dados Biográficos:

Abner G. Jacobsen é natural de Vitória, capital do Estado do Espírito Santo. É poeta.

Obras:

"Poemas" - 1991 - edição artesanal da Editora Buraco Negro, com apresentação e ilustrações de Gilbert Chaudanne.

Poesias

OS POETAS DE SIDNEY

Penso frequentemente
Nos poetas de Sidney,
Austrália.
Não naqueles que saem em jornais,
Dão entrevistas, publicam livros,
São respeitados e citados;
Mas naqueles que acordam pela manhã,
Incertos de si mesmos,
E que, quando caminham pela rua,
Não são cumprimentados ou reconhecidos;
São transeuntes quaisquer
Penso frequentemente
Nos poetas de Sidney,
Austrália.
Nos milheres de obscura existência.
Que se perdem em quartos esquecidos,
Nos seus empregos monótonos
E com suas mulheres cotidianas,
Cujos versos sem sentido,
E de dúbia qualidade,
Nunca são lidos.
Suas palavras me corroem o espírito,
Nessa mágica universal
Que é ser poeta, desconhecido,
De Sidney,
Na Austrália.

CAIS DA ESPERA

Nesse cais de dolorosa espera,
Ouvindo o som das ondas desse
Nada, que quebram nas pedras,
Alongamos por todo um dia
Nossos olhares de aguardo.
Por todo um viver e ser
Aguardamos em pé, estáticos,
Que nesse horizonte plúmbeo
Surja, em sua impetuosa e
Deslumbrante figura, algo
Que nos fale
De certas coisas
Que sejam
palpáveis em si.

Esse cais de duras, frias pedras,
Unidas por nossas lágrimas
Eternas, nesse desespero cotidiano,
De se aguardar e de se esperar que venha
Qualquer coisa depois da luz,
Qualquer luz depois do nada.

Resignada angústia de se esperar,
Em estáticos movimentos ensaiados,
Qualquer nova do frio ocidente.
nesse cais triste, quantas pedras
Desgastadas foram por nosso choro.
Quantas esperas infrutíferas,
Enfim, terminaram
Sem resposta.

Estar-se nesse cais é esperar-se
Qualquer novidade que venha
Em algum navio que aqui,
Ao fim, aporte.

domingo, 15 de agosto de 2010

Poetismo nada diário...

Postado por Paula Roberta às 14:22 0 comentários
Hoje vim postar uns poemas e frases que eu acho que são legais, e são bons para pensar...

“Os prazeres e frustrações de se tornar educador”

“Pode seguir a sua estrela, o seu brinquedo de “star”, fantasiando segredos, de onde quer chegar,(...) quem vem com tudo não cansa...” (CAZUZA, Bete Balanço.)

“ Os sonhos vêm e os sonhos vão, o resto é imperfeito.”(DADO VILLA –LOBOS/RENATO RUSSO /MARCELO BONFÁ, Há tempos.)

“Ideologia, eu quero uma para viver...” (CAZUZA, Ideologia.)

“Não vá embora, fique um pouco mais, ninguém sabe fazer o que você me faz , é exagero, pode até não ser o que você consegue ninguém sabe fazer.” (DADO VILLA –LOBOS/RENATO RUSSO /MARCELO BONFÁ,Teorema.)

“Só sei, que nada sei.” (SÓCRATES)

“Eu só sei dizer que eu não sei nada de você, e eu só quero dizer não sei muito de mim também.”( HERBERT VIANNA, Eu não sei nada.)

“Não, eu não posso negar, não adianta disfarçar, agora você me prensou contra a parede. Eu não passava por aí por acaso. Não, eu não olhava pra você por acaso. Eu sempre quis você. Se eu não me fiz entender não foi por mal não foi por nada, nada foi por acaso.” (GRESSINGER, Nada foi por acaso.)

“Quando o sol bater, na janela do teu quarto, lembra e vê que o caminho é um só. Por que esperar se podemos começar tudo de novo, agora mesmo, a humanidade é desumana mas ainda temos chance, o sol nasce para todos.” (DADO VILLA –LOBOS/RENATO RUSSO /MARCELO BONFÁ, Quando o sol bater na janela do teu quarto.)

“Nunca me deram mole, não (melhor assim). Não sou a fim de pactuar (sai pra lá). Se pensam que tenho a mãos vazias e frias (melhor assim). Se pensam que minhas mãos estão presas (surpresa). Mãos e coração livres e quentes: chimarrão e leveza.” (GRESSINGER Ilex Paraguariensis.)

“Quando nascemos fomos programados a receber o que vocês nos empurraram com os enlatados dos USA, de 9 às 6. Desde pequenos nós comemos lixo comercial e industrial. Mas agora chegou a nossa vez , vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês.”( DADO VILLA –LOBOS/RENATO RUSSO /MARCELO BONFÁ,Geração Coca-cola.)

“É só você quem deve decidir o que fazer pra tentar ser feliz” (Teorema.)

“Niente di cio che verrà domani sarà com’é già un’onda come il marein um va e viene infinito” (LULU SANTOS,/MASSIMILLIANO DE TOMASSI , Come fa un’ onda.)

“Vamos consertar o mundo, vamos começar lavando os pratos, nos ajudar uns aos outros, me deixe amarrar os seus sapatos.” (HERBERT VIANNA, Vamos viver.)

“Veja, não diga que a canção esta perdida tenha fé em Deus, tenha fé na vida tente outra vez.” (RAUL SEIXAS, PAULO COELHO, MARCELLO MOTTA, Tente outra vez.)

“A verdade passa ao largo, como se não existisse. E a gente ali no meio, como se não existisse. Tudo se reduz a uma cruz e a uma espada. Tchê, de que lado tu estás? Ninguém pode agradar os dois lados.” (GRESSINGER,Vícios de linguagem.)

“Quero me encontrar, mas não sei onde estou, vem comigo procurar algum lugar mais calmo, longe dessa confusão, e dessa gente que não se respeita, tenho quase certeza que eu não sou daqui.” (DADO VILLA –LOBOS/RENATO RUSSO /MARCELO BONFÁ,Meninos e meninas.)

“Se o mundo é mesmo parecido com o que vejo, prefiro acreditar no mundo do meu jeito, e você estava esperando voar, mas como chegar até as nuvens com os pés no chão?” (DADO VILLA –LOBOS/RENATO RUSSO /MARCELO BONFÁ,Eu era um lobisomem juvenil.)

“Para que perder tempo desperdiçando emoções, grilar com pequenas provocações, ataco se for preciso sou eu quem escolho e faço os meus inimigos. Saudações a quem tem coragem.” (DÉ/FREJAT/GUTO GOFFI, Pense e dance.)

“Se tu quiseres saber quem eu sou... me dá tua mão, vem viver, vem lutar lado a lado, me dá tua mão me protege e terá proteção minha mão ... meu irmão” (GRESSINGER,Lado a lado.)


Outro dia posto mais... Espero que gostem...
 

Oi Copyright © 2011 Design by Ipietoon Blogger Template | Make Money from Zazzle|web hosting